A síndrome do impostor é um fenômeno psicológico em que os indivíduos duvidam de suas conquistas, sentindo-se como uma fraude e acreditando que seu sucesso é resultado de sorte ou engano. Isso pode afetar também os artistas plásticos, que podem experimentar sentimentos de inadequação, autocrítica intensa e medo de serem descobertos como artistas sem talento.

Aqui estão algumas dicas para lidar com a síndrome do impostor como artista plástico:

Reconheça seus sentimentos: A primeira etapa para superar a síndrome do impostor é reconhecer e aceitar seus sentimentos. Entenda que esses sentimentos são comuns e que muitos artistas passam por eles em algum momento de suas carreiras.

Compartilhe suas experiências: Fale sobre seus sentimentos com outros artistas, amigos de confiança ou profissionais da área. O compartilhamento de experiências pode ajudar a normalizar seus sentimentos e mostrar que você não está sozinho nessa situação.

Entenda o sucesso de maneira realista: Reconheça suas conquistas e méritos como artista. Faça uma lista de suas realizações, por menores que possam parecer, e relembre-se do trabalho árduo, da dedicação e do talento que você colocou em suas obras de arte.

Aprenda com a crítica construtiva: Em vez de se deixar abalar pela autocrítica intensa, aprenda a aproveitar a crítica construtiva como uma oportunidade de crescimento e aprendizado. Lembre-se de que ninguém é perfeito, e a arte é um processo contínuo de evolução e aprimoramento.

Mantenha-se atualizado e aprenda constantemente: Continue aprimorando suas habilidades e conhecimentos artísticos. Faça cursos, participe de workshops e explore novas técnicas e materiais. Quanto mais você se dedicar ao seu ofício, mais confiança terá em suas habilidades.

Conecte-se com outros artistas: Participe de comunidades de artistas, associações de arte ou grupos de discussão online. Conectar-se com outros artistas pode ajudar a compartilhar experiências, receber apoio e encontrar inspiração.

Celebre seu próprio trabalho: Reconheça e celebre suas próprias conquistas como artista. Aprenda a valorizar e apreciar suas obras de arte, independentemente de opiniões externas ou comparações com outros artistas.

Lembre-se de que a síndrome do impostor pode surgir em diferentes momentos ao longo da sua carreira artística. Trabalhe na construção de uma mentalidade positiva, valorize seu trabalho e tenha confiança em suas habilidades como artista plástico.


Lu Valença

Artista Plástica, Pesquisadora e Curadora

Processo Criativo

 


O processo criativo é o conjunto de etapas pelas quais o artista passa para conceber, desenvolver e implementar uma ideia original. Embora o processo possa variar de pessoa para pessoa e de acordo com o tipo de projeto em questão, existem algumas etapas comuns que são frequentemente encontradas em muitos processos criativos. 

Aqui estão algumas delas:

Pesquisa: É importante coletar informações relevantes para o projeto. Isso pode envolver estudar o assunto em questão, pesquisar tendências e referências, observar o mundo ao redor e buscar inspiração.

Geração de ideias: Uma vez que se tem a informação necessária, é hora de começar a gerar ideias. Isso pode ser feito de várias maneiras, como brainstorming,  sketches, ou até mesmo observando o trabalho de outros artistas.

Seleção de ideias: Depois de gerar uma grande quantidade de ideias, é hora de selecionar as que mais se destacam e parecem mais viáveis. É importante ser crítico neste processo e avaliar as ideias com base em sua originalidade, praticidade e adequação ao objetivo do projeto.

Desenvolvimento: Agora é hora de começar a trabalhar nas ideias escolhidas, refinando-as e desenvolvendo-as. Isso pode envolver a criação de um esboço, a produção de um protótipo, a elaboração de um roteiro ou a criação de uma maquete, dependendo do tipo de projeto em questão.

Revisão e refinamento: Depois de desenvolver as ideias escolhidas, é importante revisá-las e refiná-las. Isso pode envolver a busca de feedback de outras pessoas, a realização de testes e experimentos ou a revisão e edição do trabalho.

Implementação: Finalmente, é hora de colocar o projeto em prática. Isso pode envolver a produção de um obra final, de uma performance, ou a publicação de um trabalho.

O processo criativo é dinâmico e contínuo, e pode haver momentos em que é necessário voltar a uma etapa anterior para fazer ajustes ou mudanças. O importante é manter uma mente aberta e estar disposto a experimentar diferentes abordagens para alcançar o resultado desejado.

Lu Valença

Artista Plástica, Pesquisadora e Curadora